Caatinga

COLEÇÃO CORREDORES BIOCULTURAIS DO BRASIL 8 de plantas, 153 de mamíferos, 107 de répteis, 49 de anfíbios, 510 de aves e 185 de peixes (MMA, 2016). Possui uma variedade de vegetações classificadas como fitofisionomias (fito = planta e fisionomia = aparência, o aspecto visual da vegetação) e, por isso, também as denominamos Caatingas, no plural. Aproximadamente 28 milhões de pessoas vivem no campo e nas cidades deste Bioma, adaptando-se aos seus períodos climáticos, seus diferentes ambientes, e se relacionando com seus recursos naturais a partir de suas convivências e saberes construídos ao longo de séculos, por seus antepassados e povos ancestrais, os Povos Indígenas e Africanos. Os encontros de Povos também resultaram em trocas culturais, devoções religiosas/devocionais. Cristianismo católico popular, com devoções messiânicas como a Pe. Cícero Romão, e a de S. José, que anuncia o período chuvoso, os Terreiros Indígenas e seus Encantos de Luz, a tradição afro-brasileira, tendo nos Orixás a representação cósmica da natureza, dialogam em um universo simbólico e harmonioso com a vida da Caatinga, onde o ambiente da fauna e flora são consagrados. Os negócios eram tão rentosos que precisavam de mais gado e terras para suprir as demandas da população que crescia, principalmente com a vinda de escravos. Partiram em direção ao Sertão, à Caatinga. Nesse caminho, foram matando e escravizando os indígenas, desmatando e destruindo esse bioma para formar pastagens para o gado. Nos dois últimos séculos, as populações nativas, indígenas resistentes e descendentes de escravos, construíram formas de convivência harmoniosa com o semiárido, conhecendo sua flora e fauna, adaptando-se aos períodos chuvosos e secos, extraindo e coletando das matas espécies para a alimentação, cura, construção de moradias e outras necessidades. Caatinga em tempos de chuva

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